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Mostrando postagens de novembro, 2016

Há ondas de pessoas no mar urbano

De segunda à sexta, a água se agita Ao final de sexta, a maré baixa, aos poucos, cala. No sábado a quebra é nas pedras comerciais É barulho e capital que não acaba mais! No domingo, a calma, enfim, tranquiliza as águas. Os carros já não mais a rua alagam. Eu, um pedaço de alga que flutua sem rumo em chão de concreto Sento na praça em busca de paz. Os carros são peixes pequenos Os ônibus carregam girinos em par. As árvores, com pulmões fracos são o mesmo que as pessoas e seus conjuntos de lata fabricada. Eu, que flutuo sem rumo em terras de concreto, volto pra casa. Vou ligar no computador o som do mar... Hoje, é o máximo que vai rolar. 
Chora o gato  Grita o carro Bate a tecla Luz na tela. Rola o gato Bato o pé Leio o passado Estou inquieta! Vou caminhar Caminho sozinha O carro mia O gato chora Meu peito cansa. Ê Juiz de Fora!

Noite clara em Ibitipoca

O fogo estala e queima a lenha. Na parede ainda descansa a imagem de nossa silhueta... Febril, inquieta, quente.  Nossas vozes, sempre roucas e aos sussuros Cantam promessas e confissões. É bonita a pureza do amor! Do lado de fora do chalé Só se ouve o puro som do que é natural. Limpo e confortante: a voz do mato.  Do meu lado, dorme como quem não tem preocupações Seu sono é leve, é baixo, contemplativo.  Após os tantos meses de história que nos trouxeram até aqui, Descansamos no peito um do outro  E amamos a felicidade do sentimento mútuo. Dividir a cama Dividir o vinho Dividir o silêncio é dividir a vida.