Há ondas de pessoas no mar urbano
De segunda à sexta, a água se agita Ao final de sexta, a maré baixa, aos poucos, cala. No sábado a quebra é nas pedras comerciais É barulho e capital que não acaba mais! No domingo, a calma, enfim, tranquiliza as águas. Os carros já não mais a rua alagam. Eu, um pedaço de alga que flutua sem rumo em chão de concreto Sento na praça em busca de paz. Os carros são peixes pequenos Os ônibus carregam girinos em par. As árvores, com pulmões fracos são o mesmo que as pessoas e seus conjuntos de lata fabricada. Eu, que flutuo sem rumo em terras de concreto, volto pra casa. Vou ligar no computador o som do mar... Hoje, é o máximo que vai rolar.