Ele era, para ela
Ele era, para ela, como as ondas que acariciam seus pés como a primeira luz do sol que de manhã entra pela janela como o aconchego do outono junto das cores na primavera como o catalisador de emoções, alegrias e ideias. Ele era, para ela, o imaginário literário que ganhava vida como as palavras do Jovem Werther se fazendo palpáveis como os roteiros de Linklater com diálogos admiráveis como a paz da natureza em forma de homem. Ele era, para ela, a prova viva de que é possível compartilhar os planos mais íntimos, ínfimos, saborosos, legítimos, por amor. Ele era como a folha que caía da árvore com calma, que descansa sobre a palma da menina e a faz esquecer qualquer mesquinharia. Mas ele é, para ela, principalmente o presente que a coincidência lhe deu com toda pureza e leveza de ser e estar, a liberdade de sentir saudade sem doer de viver a dois sem perder o uno, e de viver em um sem esquecer do duo.