fora de mim
Do alto da cabeça onde dizem viver a razão feito represa sem barragem que alaga tudo tomou conta de mim uma raiva explosiva de repente, eu era um turbilhão, sem noção queria pedir ajuda mais não sabia como os sentimentos se transformaram em ação quando vi já estavam mil cacos no chão a mão trêmula sem entender o porque. Mas queria mais, queria a mesa todos os pratos a televisão... Coitado do gato assustado. Caí de costas no vidro quebrado ser ar, sem vontade, sem visão busquei conforto no abraço feri o outro de antemão. E quando a fúria passa e a calma chega descansa sobre mim a culpa de sentir não controlo a vergonha de existir por maltratar quem nada tem a ver, por ser aquilo que nem eu quero ser... por explodir.