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Mostrando postagens de julho, 2017

Feito sacola

Feito sacola perdida na rua que voa sem rumo Dançante, inquieta, completamente sem prumo Vago pelas linhas entre a mente e coração... Carregada de poesia estética Vazia de direção. Quando foi que começou a ideia fixa que me apavora? É difícil seguir leve com tanto peso no mundo lá fora. No amor que eu deixei florescer cheio de certezas O mundo joga sujo para desmanchar toda pureza O que é semelhante e o que se difere, O que afasta e o que enriquece... Já nem sei catalogar. Do sorriso que tranquiliza à paranoia sem sentido o caminho é rápido. Frágil. A luta é brava. Mas como a sacola que flutua levinha Quero ver o vento passar por mim Me levar no fluxo da sua essência Lavar tudo de sujo que minha mente pensa. Pra voltar a ser como se deve... Brisa breve.

Gatos livres (?)

Os gatos têm esse costume... Olhar pela janela sem que entendamos exatamente para o que estão olhando. Eu tenho o costume de observa-los enquanto observam. E admito: me dói o peito ter que mante-los assim, presos num apartamento porque moramos um uma cidade perigosa demais para eles. Eu sei, são consciências diferentes, a humana e felina. Não sabemos sequer se eles entendem de fato que existe algo gigantesco do lado de fora da rede. Mas eles não nos pertencem, embora os amemos com tudo que há em nós. Animais não são nossos. Não são entretenimento ou distração. Eles são deles. Quando nós sonhamos com uma casinha nas montanhas, não sonhamos só pra nós... Sonhamos porque nesse dia será possível que eles fiquem soltos para explorar e caçar tudo que quiserem. Enquanto Xavier olha para a maritaca no prédio ao lado, eu penso no momento em que o homem decidiu domesticar animais para seu próprio benefício. Mas não vou me aprofundar nessa reflexão nesse texto, só vou dizer que eu amo dormir com...

Poema desalinhado

Minha poesia é falha e desmontada A cada verso falta peça, falta graça Penso se minha contemplação é falsa Ou se sou eu mesma que ando fraca... O vento continua calmo, contornando Os fios inquietos do meu cabelo Meus lábios continuam sensíveis ao chá que com delicadeza percebo E meus olhos continuam desejando A imagem que eu vejo no espelho Mas nessa de sofrer pelo que não fui (e agora sou) Chorar pelo amor que não tive (e agora tenho) Perco o prumo, tropeço no tempo, Sinto de novo, sem ter porque. Mas tudo bem, eu sei...  Não se resolve quebra cabeça  Em que a imagem final Não tem forma determinada.