Poema desalinhado
Minha poesia é falha e desmontada
A cada verso falta peça, falta graça
Penso se minha contemplação é falsa
Ou se sou eu mesma que ando fraca...
O vento continua calmo, contornando
Os fios inquietos do meu cabelo
Meus lábios continuam sensíveis
ao chá que com delicadeza percebo
E meus olhos continuam desejando
A imagem que eu vejo no espelho
Mas nessa de sofrer pelo que não fui
(e agora sou)
Chorar pelo amor que não tive
(e agora tenho)
Perco o prumo, tropeço no tempo,
Sinto de novo, sem ter porque.
Mas tudo bem, eu sei...
Não se resolve quebra cabeça
Em que a imagem final
Não tem forma determinada.
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