30 de maio de 2014, textos que a gente guarda, relê e sorri
Não sou – ao menos não mais – desses poetas que se doem sem fim, que não têm tempo, que se esvaem de vida. Não vou rasgar meu peito em dores por amores baldios. Passei dessa fase, a valorizada sujeira da boemia urbana, do cigarro que não é meu me atacando as narinas, dos amores passageiros e circunstanciais, de achar que careta é quem não se envenena. Meu corpo e minha mente estão em harmonia com o mundo, com os outros e comigo. Apesar da aparente derrota, sinto que tudo trabalha em prol do bem e que há de haver um resultado harmônico para tudo o que é história. Tenho comigo que é normal sofrer, o sofrimento faz parte da vida e é preciso se deixar sentir, mas também é necessário entender a hora de deixá-lo de lado. É por essas e outras que nosso equilíbrio deve estar estritamente ligado a nós mesmos, saber a hora de voltar a si, sem ser puxado por alguém, é importante. Algumas pessoas simplesmente não conseguem entender a sensibilidade do outro, para elas é um desafio viver com essas ...