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30 de maio de 2014, textos que a gente guarda, relê e sorri

Não sou – ao menos não mais – desses poetas que se doem sem fim, que não têm tempo, que se esvaem de vida. Não vou rasgar meu peito em dores por amores baldios. Passei dessa fase, a valorizada sujeira da boemia urbana, do cigarro que não é meu me atacando as narinas, dos amores passageiros e circunstanciais, de achar que careta é quem não se envenena. Meu corpo e minha mente estão em harmonia com o mundo, com os outros e comigo. Apesar da aparente derrota, sinto que tudo trabalha em prol do bem e que há de haver um resultado harmônico para tudo o que é história. Tenho comigo que é normal sofrer, o sofrimento faz parte da vida e é preciso se deixar sentir, mas também é necessário entender a hora de deixá-lo de lado. É por essas e outras que nosso equilíbrio deve estar estritamente ligado a nós mesmos, saber a hora de voltar a si, sem ser puxado por alguém, é importante. Algumas pessoas simplesmente não conseguem entender a sensibilidade do outro, para elas é um desafio viver com essas ...

PROCURA-SE: Pessoas que andam descalças

Me assusta esse paralelo entre vida real e vida na internet. É uma das coisas que não sei entender não consigo absorver, nada me convence. Não vejo separação Pra mim tudo vem do coração (Ou da estupidez) Eu sei, levo tudo a sério demais... Analiso tudo profundamente demais... Deixo detalhes afetarem as relações demais... Ainda tento me livrar de tudo o que faço demais. Mas mesmo no fluxo do que é leve e passageiro Me deixo levar pelo prazer (ou desprazer) com  os quais me encontro nas palavras dos companheiros. Não entendo e complico.  Pego o peso e duplico. Não rio, digo "nha". De engraçadinho o mundo tá cheio, dizem. De certo eu concordo, não vi muito além disso. É muita gente escondendo fraqueza Ou aumentando para doer menos. Rir é melhor que chorar, também dizem. E no meu egoísmo diário Pra que tanta busca pelo diferente, Se todo diferente é igual? Porque não buscamos o diferente e sim uma reprodução da gente. Eu aqui, eu lá, eu acolá ...

Xícara de mudança

Tudo muda. Tudo. A única certeza humana é a da impermanência. Hoje de manhã eu estava pensando nas coisas das quais sinto falta da vida no campo... De acordar de manhã e ver o sol acendendo o gramado molhado de orvalho, na luz aparecendo na hora certa (porque não há prédios no seu caminho), no cheiro das folhas acordando, no chá que eu tomava enquanto observava tudo ao meu redor e conversava com as abelhas. O chá na xícara que foi presente de casamento dos meus pais. Disse ao meu namorado o quanto gostaria de poder ter feito faculdade e vivido tudo o que eu vivi sem abandonar a simplicidade da vida em meio ao verde. Ele disse ser um momento, que vamos ter tudo isso logo menos. Não que não haja poesia onde eu vivo e vivi nos últimos anos; É diferente. Pensei em todas as mudanças que vivi até aqui, na dor inicial de toda grande quebra de hábitos e habitats. Andar em harmonia, de mãos dadas com o ritmo ininterrupto de mudanças da vida é o objetivo, é o ideal de felicidade. Tenho estado c...

Carinho diário

Do pelo arrepiado que você guarda do lado esquerdo da barba Ao beijo macio que me dá antes de fechar a porta de casa Vive a delícia dos nossos "bom dia" e "bom trabalho" Que enche minha tarde de felicidade ao saber que amanhã, ao acordar Seu beijo e sua barba arrepiada também vão estar lá.

Os três porquinhos: ode à saudade

Sinto falta de nós três, mano Do silêncio confortável  Da piada que rendia a noite Das cachaças mal viradas Dos arrotos sincronizados Das tardes ouvindo música Dos dias fazendo nada.  Sinto falta de nós três, mano Da gente no São Francisco às 3 da tarde Do DVD de flash back analisado com seriedade Dos lanches que a gente pedia depois de caminhar De conversar sem obrigação de filosofar Dos conselhos que tu me dava quando eu sofria  de coração partido, mas sem nunca julgar. Sinto falta de nós três, mano! E dos nossos planos de reformar kombis! Dos nossos porquinhos caminhando juntos Das noites na rua tocando gaita e trepando em tudo Da gente andando descalço no asfalto sujo Da gente comendo crepe como se fosse o fim do mundo! Eu tô com saudade de nós três, mano. E é daquela saudade que tu dorme a acorda pensando. Saudade de quem tem lembrança boa com gente incrível. Saudade de quem, com vocês, se sentia imbatível.  Agora, meu porquinho qu...