Criança, menina, mulher (e vinho)
Quando eu era menina, tinha um bilhão de ideias com relação ao que viria a ser "independência feminina". Especulava uma infinidade de teorias sobre como seria minha vida quando eu fosse uma mulher feita. Além de todo clichê da casa só tua, da liberdade para viajar, fazer o que quiser com quem quiser e quando quiser, uma das minha ambições era simples: perambular pela minha casa, de calcinha e camiseta, tomando uma taça de vinho. Claro que nesse meio tempo a gente considera todos os flertes e noites ao lado de pessoas desconhecidas, os jantares preparados pra você mesma, as noites sozinha no bar lendo poesia. Hoje, aos 23 anos, com o diploma da faculdade e dois empregos que me rendem um valor significativo (ou só suficiente para as contas mesmo) mensalmente, parece que cheguei à fase adulta de mulher independente (ou quase). Algumas coisas estão diferentes do que eu imaginava quando criança, ao invés do apartamento em Viena, continuo no Brasil e numa cidade quente. Vivo com m...