govegan
(Março de 2013) Sinto meus pés na grama do quintal, enquanto meu corpo absorve o suco de laranja que me despertou o estômago. Os dias têm passado devagar, com calma. Caminho todos os dias, leio poesia, ouço o silêncio e vivo a introspecção que me é oferecida. Hoje, especialmente, me sinto mais ligada à toda vida ao meu redor. Fecho os olhos, respiro, vivo o dia, durmo e, quando acordo, de súbito, não como mais carne. Nunca mais. Feliz com a minha escolha, segui os próximos meses entendendo a resposta do meu corpo àquela decisão. Não conhecia ninguém que não comesse animais. (2014) Li textos, artigos, livros, vi filmes, cozinhei, conheci pessoas, chorei ao pensar no holocausto, me tranquilizei ao olhar para o prato. Fiz amigos com a mesma luta. (2017) Quatro anos e mil devaneios sobre a liberdade, sobre prazer e necessidade. Sobre saúde, política, indústria. Minha dança enfraquece se todos não puderem dançar. Quatro anos e, sem perceber, o veganismo me abraçou. Sim, ele veio a mim. Ass...