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Mostrando postagens de setembro, 2018

Sol e sombra

Vi de longe a sombra descansar na porta ao se encostar exausta moveu os dedos não sabia se entrava ou ali fazia morada as demais formas ao seu lado dançavam (no mundo das sombras o vento é sujeito) Como quem não se segura, se deixou dançar ora era folha, ora prédio, ora criança, ora tédio comeu um pássaro e um mendigo, numa rodada transformou dois em um e três em nada ao contrário do que se espera do movimento, descansou. Quando a dança calou, já havia sido tanto que nem a porta precisou abrir para sair viveu de dentro, como quem canta mudo tornou-se o mundo, até o sol cair... e morreu.