govegan

(Março de 2013) Sinto meus pés na grama do quintal, enquanto meu corpo absorve o suco de laranja que me despertou o estômago. Os dias têm passado devagar, com calma. Caminho todos os dias, leio poesia, ouço o silêncio e vivo a introspecção que me é oferecida. Hoje, especialmente, me sinto mais ligada à toda vida ao meu redor. Fecho os olhos, respiro, vivo o dia, durmo e, quando acordo, de súbito, não como mais carne. Nunca mais. Feliz com a minha escolha, segui os próximos meses entendendo a resposta do meu corpo àquela decisão. Não conhecia ninguém que não comesse animais. (2014) Li textos, artigos, livros, vi filmes, cozinhei, conheci pessoas, chorei ao pensar no holocausto, me tranquilizei ao olhar para o prato. Fiz amigos com a mesma luta. (2017) Quatro anos e mil devaneios sobre a liberdade, sobre prazer e necessidade. Sobre saúde, política, indústria. Minha dança enfraquece se todos não puderem dançar. Quatro anos e, sem perceber, o veganismo me abraçou. Sim, ele veio a mim. Assim como a primeira decisão que me trouxe até esse caminho, foi de dentro, energia mesmo. Nos abraçamos e pela primeira vez aprendi a viver a empatia na sua totalidade. Empatia por todos, por todas. Por mim, pelo planeta, pelas minorias. Meu feminismo andando de mãos dadas com a luta pelo fim do especismo, contra um sistema que oprime. Sim, o veganismo muda o mundo. O veganismo me transformou. Me vi parte do todo, entendi a conexão entre todas as lutas, entendi nele, realmente, o quanto o amor é revolucionário. O amor por todos, por todas, que acontece todos os dias (e pode começar pelo nosso prato). O veganismo é por todos nós, é pelo planeta, é pela verdadeira harmonia entre os seres. O veganismo é resistência, é luta, é empatia, é amor. É possível e deve ser acessível, por todos e para todos. Os quase cinco anos parecem uma vida. E é...

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