Os três porquinhos: ode à saudade

Sinto falta de nós três, mano

Do silêncio confortável 
Da piada que rendia a noite
Das cachaças mal viradas
Dos arrotos sincronizados
Das tardes ouvindo música
Dos dias fazendo nada. 

Sinto falta de nós três, mano

Da gente no São Francisco às 3 da tarde
Do DVD de flash back analisado com seriedade
Dos lanches que a gente pedia depois de caminhar
De conversar sem obrigação de filosofar
Dos conselhos que tu me dava quando eu sofria 
de coração partido, mas sem nunca julgar.

Sinto falta de nós três, mano!
E dos nossos planos de reformar kombis!

Dos nossos porquinhos caminhando juntos
Das noites na rua tocando gaita e trepando em tudo
Da gente andando descalço no asfalto sujo
Da gente comendo crepe como se fosse o fim do mundo!

Eu tô com saudade de nós três, mano.
E é daquela saudade que tu dorme a acorda pensando.
Saudade de quem tem lembrança boa com gente incrível.
Saudade de quem, com vocês, se sentia imbatível. 

Agora, meu porquinho que caminha sozinho
tá sem sentido, desnutrido, com saudade. 

Eu ainda escrevo um filme sobre isso.

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