Ode ao nosso tempo
Tão comum é a valorização da experiência
do quanto crescemos, mudamos, melhoramos
conforme amadurecemos, vivemos, sentimos
tão comum é a desvalorização de um amor antigo...
Se me lembro de nós naquele banheiro
embrenhados no nosso delírio carnal
emaranhados no próprio suor pela primeira vez
como se tivesse acabado de fechar a porta
é porque te desejo com a mesma força
que me deu a coragem de te encurralar
a melhor decisão impensada que tomei
(apesar da sujeira, me senti descalça na grama)
nem preciso fechar os olhos para sentir
o cheiro daquele quarto onde nos conhecemos
na mais profunda introspecção sexual
como dizem não ser possível à primeira vista
lembro da sua língua e dos seus olhos assustados
do seu peito desenhado cobrindo o meu
da música antiga tocando no rádio velho
da delícia de descobrir seus pontos fracos
de como a letra cantada entrou em harmonia
com a realidade que estávamos criando...
Guardo comigo cada pedacinho dessa história
as noites de vinho, suor e risadas
as noites de vinho, choro e saudade
amo cada uma delas na mesma intensidade
Eu poderia desenhar cada passo até o nosso reencontro
criar a temperatura perfeita da água da cachoeira
ou a luz que vinha das árvores que contornava seu cabelo
não poderia reescrever os diálogos,
mas poderia recriar os sentimentos
ou a que febre nos nossos corpos que exalavam
a falta que fizemos um ao outro, a força do beijo
poderia recontar cada passagem comprada
desde a minha primeira visita à nossa primeira viagem
posso reviver o êxtase de quando decidimos morar juntos
todas as alegrias e problemas que surgiram no caminho
minhas inseguranças de mulher que estava quebrando
o primeiro gozo silencioso provocados pelos seus lábios
a primeira nota tocada no ukulele na nossa sala...
Todas as primeiras vezes me excitam e nostalgem
(tiro aqui meu direito à licença poética ao criar verbos e palavras)
para dizer que assim como envelheço a cada segundo
amadurece em mim o desejo de mergulhar no outro
quem muito se cansa do outro, se cansa mais de si mesmo
redescobrir as tantas experiências que criam milhares
de pessoas dentro da mesma...
na cama, no sorriso, no abraço.
Respiro terra e caminho no vento
cada passo é uma nova perspectiva
Tão comum é a desvalorização de um amor antigo...
excitante mesmo é o que devasta, arde, estremece
ver o novo nos mesmos lugares exige demasiado esforço.
tudo tem seu lugar e todo ordinário foi único um dia
o papel das lembranças é fortalecer a raiz das emoções
não ser a base do que se vive hoje...
aqui, sentada na casa da minha infância
tomando um vinho e ouvindo nossa música
só penso em como é bom não te amar sozinha
como é saber que minha casa é sua também
livre para suarmos, filosofarmos, desafinarmos...
livres para sermos.
livres para existirmos.
livre para amarmos,
até quando quisermos.
do quanto crescemos, mudamos, melhoramos
conforme amadurecemos, vivemos, sentimos
tão comum é a desvalorização de um amor antigo...
Se me lembro de nós naquele banheiro
embrenhados no nosso delírio carnal
emaranhados no próprio suor pela primeira vez
como se tivesse acabado de fechar a porta
é porque te desejo com a mesma força
que me deu a coragem de te encurralar
a melhor decisão impensada que tomei
(apesar da sujeira, me senti descalça na grama)
nem preciso fechar os olhos para sentir
o cheiro daquele quarto onde nos conhecemos
na mais profunda introspecção sexual
como dizem não ser possível à primeira vista
lembro da sua língua e dos seus olhos assustados
do seu peito desenhado cobrindo o meu
da música antiga tocando no rádio velho
da delícia de descobrir seus pontos fracos
de como a letra cantada entrou em harmonia
com a realidade que estávamos criando...
Guardo comigo cada pedacinho dessa história
as noites de vinho, suor e risadas
as noites de vinho, choro e saudade
amo cada uma delas na mesma intensidade
Eu poderia desenhar cada passo até o nosso reencontro
criar a temperatura perfeita da água da cachoeira
ou a luz que vinha das árvores que contornava seu cabelo
não poderia reescrever os diálogos,
mas poderia recriar os sentimentos
ou a que febre nos nossos corpos que exalavam
a falta que fizemos um ao outro, a força do beijo
poderia recontar cada passagem comprada
desde a minha primeira visita à nossa primeira viagem
posso reviver o êxtase de quando decidimos morar juntos
todas as alegrias e problemas que surgiram no caminho
minhas inseguranças de mulher que estava quebrando
o primeiro gozo silencioso provocados pelos seus lábios
a primeira nota tocada no ukulele na nossa sala...
Todas as primeiras vezes me excitam e nostalgem
(tiro aqui meu direito à licença poética ao criar verbos e palavras)
para dizer que assim como envelheço a cada segundo
amadurece em mim o desejo de mergulhar no outro
quem muito se cansa do outro, se cansa mais de si mesmo
redescobrir as tantas experiências que criam milhares
de pessoas dentro da mesma...
na cama, no sorriso, no abraço.
Respiro terra e caminho no vento
cada passo é uma nova perspectiva
Tão comum é a desvalorização de um amor antigo...
excitante mesmo é o que devasta, arde, estremece
ver o novo nos mesmos lugares exige demasiado esforço.
tudo tem seu lugar e todo ordinário foi único um dia
o papel das lembranças é fortalecer a raiz das emoções
não ser a base do que se vive hoje...
aqui, sentada na casa da minha infância
tomando um vinho e ouvindo nossa música
só penso em como é bom não te amar sozinha
como é saber que minha casa é sua também
livre para suarmos, filosofarmos, desafinarmos...
livres para sermos.
livres para existirmos.
livre para amarmos,
até quando quisermos.
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