Vivendo em São Paulo

fiz do carro o tico-tico que titubeava pelo quintal
das caixinhas do concreto os eucaliptos desérticos
dos bêbados da praça as capivaras selvagens no lago
da voz do velho vendedor de pizza o canto da coruja
dos bons dias não respondidos as pedra com quem falava
do lençol de luzes dormindo no chão o céu estrelado...

assim pude respirar.

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