Atemporal
De onde estou observo o futuro ausente.
A possível cabana rodeada por fungos
A provável dança contemplada da janela
A passível ideia de companhia matutina...
Ideias, ideias. Só ideias.
Do passado inócuo trovejando no peito
guardo os momentos de gozo e euforia.
Deleites regados a vinho e suor noturno
não mais que um domingo à luz de velas
e música francesa. Inestético.
Ínfimo. Insuficiente.
Volto a pensar no amontoado de madeira
que esperançosamente se fará moradia...
É bela a vista de lá! É bela a de agora.
Apesar de vazia a varanda mesquinha
o para peito continua carregado de boas memórias.
E nessa dança mental, artística, atemporal
No passado, no futuro ou no presente
Só uma coisa é certa: em todos faz-se intocável.
Há cabanas, há amores, devaneios, e uma cama...
preenchida de um lado só. Uma taça que nunca é usada.
Um desenho de pontos que se dissolve, se espande...
e acaba.
A possível cabana rodeada por fungos
A provável dança contemplada da janela
A passível ideia de companhia matutina...
Ideias, ideias. Só ideias.
Do passado inócuo trovejando no peito
guardo os momentos de gozo e euforia.
Deleites regados a vinho e suor noturno
não mais que um domingo à luz de velas
e música francesa. Inestético.
Ínfimo. Insuficiente.
Volto a pensar no amontoado de madeira
que esperançosamente se fará moradia...
É bela a vista de lá! É bela a de agora.
Apesar de vazia a varanda mesquinha
o para peito continua carregado de boas memórias.
E nessa dança mental, artística, atemporal
No passado, no futuro ou no presente
Só uma coisa é certa: em todos faz-se intocável.
Há cabanas, há amores, devaneios, e uma cama...
preenchida de um lado só. Uma taça que nunca é usada.
Um desenho de pontos que se dissolve, se espande...
e acaba.
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