Ben and his plane
Você defende por anos a ideia de que as histórias românticas dos filmes e das músicas são uma invenção humana. Um clichê desnecessário, irreal, de um sistema cruel. E na maioria das vezes é... Até que uma dessas histórias acontece contigo. E não basta uma história de amor acontecer, ela ainda precisa vir acompanhada de praia, luz da lua, som das ondas e um sotaque britânico à la Dr. Who, vindo de lábios macios, que estão sob olhos verdes e cabelos loiros. Eu sei que isso tudo pode soar demasiado piegas, mas eu sou piegas da cabeça aos pés e é bom encontrar quem seja comigo. Se tem uma coisa que esses dias em Paraty me mostraram é como as coisas inusitadas são as mais deliciosas! Como a decisão de não passar uma noite em casa pode te colocar diante de um dos melhores momento da sua vida. De um dos momentos mais febris da sua vida. Como uma pequena escolha troca sua cama de hotel por uma noite rodopiando na areia nos braços de alguém incrível. Nós tínhamos um dia, depois dois e enfim, três. Só três. Três dias daqueles cabelos lisos entre meus dedos, sob a brisa litorânea. Três dias daquela risada sem jeito, daquela voz que dizia "your smile makes me smile". Três dias até uma despedida difícil numa manhã de quinta feira, em que tudo que me restou foram os pés descalços na areia, uma conchinha de presente e um mundo de felicidade. Ali, enquanto meu pedaço de clichê cinematográfico atravessava o oceano de volta pra sua ilha chuvosa, eu me mantive pensando naqueles olhos de despedida, ainda mais claros com a luz do sol. Pensando que, talvez, um dia, quem sabe, nos encontremos do outro lado do mundo. E se não, isso já valeu a vida.
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