Quando pensei não haver mais nada...

Molhei com os olhos a tua fotografia. 
Não, não era a intenção. Foi erro de roteiro.
Ação não planejada. Claquete não fechada.

Mas meu peito, que ainda cultiva amor e saudade,
esbarrou com a lembrança da tua voz... teu violão.
E isso é demais, demais pra mim. 

Minha pobre poesia não dá conta de expressar, aliviar,
todo esse amontoado de sentimento...

E tudo o que eu tenho são fotografias, 
molhadas, espalhadas, cada vez mais antigas...
nada novo... nada teu. 

só saudade. 

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